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Voltei a trabalhar, com quem deixo meu bebê?

O dom de ser mãe é uma das sensações mais maravilhosas que qualquer mulher pode sentir. Passar nove meses vivenciando a trajetória da gestação e, enfim, ter o tão esperado bebê embalado em seus braços é um sentimento único.
E quando chega a hora de voltar ao trabalho, aos estudos ou outra rotina diária que não à de ser “mãe exclusiva”, é um Deus nos acuda. Deixar de vivenciar os momentos, crescimentos e descobertas do bebê, não é uma situação nada agradável. Torna-se uma “missão” quase impossível, ou melhor, POSSÍVEL!
É neste dilema, de questões como, amamentação e com quem deixo meu bebê que discorrerei sobre meu dia a dia com vocês. Antes de mais nada e para acalmar os corações acelerados, eu afirmo: Vai na fé! No final, dar tudo certo.
O retorno das mamães ao trabalho após o período de licença maternidade é meio turbulento. Eu consegui 6 meses de afastamento das minhas atividades profissionais, que de fato, acho muito pouco tempo, principalmente no caso da minha princesa que precisa de aleitamento materno exclusivo, em razão de ter alergia grave à proteína do leite de vaca e possuir diversas outras alergias (assuntos estes que abordarei nos próximos post´s).
No meu caso, graças a Deus, o retorno ao trabalho não me trouxe diversos prejuízos, o que para outras mães causam. O primeiro deles é a dificuldade em fazer o desmame de forma adequada e o aumento do risco de complicações, como mastite devido ao acúmulo de leite. Desde o início li bastante sobre como tirar e fazer o armazenamento de leite (outro assunto superinteressante que comentarei com vocês também!), logo, até hoje rebeca com seus 8 meses todo dia toma o “leitinho delicioso da mamãe”, em razão de diariamente eu estocar no freezer.
Puxando este gancho, é importante destacar que de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno deve ser exclusivo nos primeiros seis meses de vida, e deve ser mantido de forma complementar até que a criança complete 2 anos de idade. Portanto, alimentos como sucos, papas e outros só devem ser adicionados à dieta da criança a partir de 6 meses. Eu, introduzi aos 5 meses e não tive problemas!
Bom, nos primeiros dias o retorno ao trabalho foi bastante preocupante e doloroso. Primeiro porquê eu não poderia de forma alguma deixar minha bebê em um berçário por ela ser muito nova e precisar de cuidados especiais e atenção duplicada em razão das alergias. Ressalta-se, que de forma alguma estou desmerecendo o trabalho que os berçários infantis fazem.


Porém, escuto diversos comentários de mães, que o bebê fica doente várias vezes; que a alimentação e medição não é ministrada de forma correta; que são vários bebês para poucos funcionários tomarem conta...e assim vai! Logo, nada de berçário. Então, sentei e rezei! Isso, rezei e não chorei nem me desesperei. Opinião pessoal, vale salientar.!!!
É ai que surge a dúvida frequente das mães na hora de decidir quem vai ficar com o bebê. A orientação dos especialistas é deixar a criança com quem você “confia”, até pelo fato de se poder retomar ao trabalho menos preocupada. Pode ser a mãe, a irmã, uma vizinha ou até mesmo um bercário com indicação de algum conhecido que já tenha passado pela mesma situação.
Nesse meio tempo das preces, Deus me falou: “Calma filha, você tem uma família que te ama e tem uma super irmã que esta contigo em todo instante e adora crianças. É isso, vou te mandar um anjo: Milena! Gente, ela é minha irmã e uma jóia na minha vida, na vida do meu esposo e principalmente da minha filha.

Ela é estudante de Engenharia de Produção, estuda à noite, tem 18 aninhos, é superatenciosa, cuida da minha filha divinamente, escuta todos os meus conselhos e orientações e ainda por cima me mantêm informada pelo whatssap no trabalho das 07:30 às 13:30 hs sobre toda a rotina dela e da minha princesa Rebeca Maria.
Sei que nem todo mundo tem essa sorte que eu tive. Mas, enquanto essa sorte continuar batendo em minha porta eu não deixarei escapar. Continuarei segurando firme e forte. Não tenho palavras para agradecer à minha irmã todos os dias pelas abdicações que faz em prol das suas manhãs para cuidar, zelar e amar minha filha.
Um sentimento que carrego em meu peito, se chama: GRATIDÃO! E é este, que terei por ela por toda vida. Ela fala de mim para Rebeca e tem as mesmas sensações que eu. Ela sabe que vou me preocupar com algo então já me avisa. Ela sabe que esta receosa de algo, então já me liga. Ela sabe que não ficarei feliz com alguma atitude, então não faz. Ela às vezes se sente exausta de passar a manhã com Rebeca, mas não me diz nada (uma fofa!). Ela se preocupa e tem todo cuidado com as alergias de Rebeca ( isso me tranquiliza demais!). Já sabe até das sensações que ela tem. Dos choros. Dos risos. Das queixas. Vou lançar uma campanha meninas: “Não troco minha irmã por nenhuma babá”! (risos)
 Quando eu retorno das minhas atividades laborais é uma alegria estonteante de ambas as partes. É lindo ver o semblante de riso e gargalhadas da minha filha. Mas, sabe porque? Porque eu brinco, converso, pulo, grito e dou muito carinho quando estou com ela. Há quem diga que conversas com o bebê são atitudes que minimizam o impacto da distância.
Algumas mães ficam meia retraídas em agir dessa forma por achar que o bebê não vai compreender. Erro grande. Eles entendem sim, e como entendem!!! Eles sentem e se setem amados demais.
Todo dia antes de sair para o trabalho eu falo para minha filha: “Jajá mamãe volta! Te amo, fica com Deus e tia Milena. Deus te abençoe''. Essas atitudes são superimportantes, ou seja, atitudes de dizer que no trabalho pensou nele, sentiu saudades e que está ali de volta para ficar com ele. Esse amor é incomparável, gente! A mãe não deve sair escondida, de fininho. Deve sempre deixar claro para a criança que vai trabalhar e que volta.
Ah! uma dica é: Tenha sempre fotos do bebê por perto para amenizar a saudade. Vale a pena também ligar e conversar com seu bebê, nem que seja para ele escutar sou voz e você ouvi-lo dizer: “ da- da- da- da'' ou até mesmo ''pa- pa-pa''. É assim mesmo! Nestas horas um Pa-Pa serve como um Ma-Mã. (risos).
Um super beijo à todas!


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COMENTÁRIOS

2 comentários:

  1. Você consegue tirar quantos ml de leite? Não doi? A minha bomba é um horror o jeito foi da o leite artificial para meu filho.

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  2. Lindo texto. Me emocionei!

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